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Gerações apresentam diferentes
perspectivas e metas profissionais
Nos últimos 50 anos, o intervalo entre uma
geração e outra ficou mais curto. Isso significa
que pessoas de diferentes idades estão
convivendo cada vez mais seja em casa ou no
trabalho. Entenda como pensa cada grupo de
idade.
Fábio Turci
São Paulo, SP “Durante muitas décadas, definiu-se geração como
sendo aquela que sucedeu a seus pais. Portanto, se
calculava como sendo uma geração o tempo de 25
anos”, diz o educador Mário Sérgio Cortella.
“A questão é que, nos últimos 50 anos, nós tivemos
uma aceleração do tempo, do modo de fazer as
coisas, do jeito de produzir. A tecnologia é decisiva
para criar marcas de tempo”, completa Cortella.
O intervalo entre uma geração e outra ficou mais
curto. Hoje, já se pode falar em uma nova geração a
cada dez anos. Isso significa que mais pessoas
diferentes estão convivendo em casa, na escola, no
mercado de trabalho.
Para conhecer as gerações que, hoje, são colegas
de trabalho, nós agora vamos voltar na linha do
tempo. Nos acontecimentos de cada época, está a
chave pra entender a cabeça de cada geração.
Chegamos à metade dos anos 40. Terminou a
Segunda Guerra Mundial, e nasceu uma geração.
Nos Estados Unidos, com a volta dos soldados para
casa, muitas mulheres engravidaram. Houve um
"boom" de bebês. Por isso, a geração que aí
começou é chamada de "baby boomers". “Uma
geração que disse ‘eu não quero mais a guerra, eu
quero a paz, eu quero o amor’”, afirma Eline Kullock,
presidente do Grupo Foco.
No Brasil, o termo também é usado para quem
nasceu naquela época. Os "baby boomers" eram
jovens quando começou a ditadura. Essa é a
geração que lutou contra os militares, a geração da
Jovem Guarda, da Bossa Nova, do Tropicalismo, do
rock ´n´ roll e dos festivais aqui e lá fora.
“A ideia da geração ‘baby boomer’ foi construir uma
carreira que fosse sólida, na qual a gente tivesse
uma fidelização ao trabalho. Uma carreira que nos
realizasse, e não necessariamente nos oferecesse
apenas um aporte material”, afirma Cortella.
“Eu sou um clássico ‘baby boomer’, com 64 anos. A
geração minha era preocupada com o dever, a
segurança, em permanecer muito tempo numa
empresa”, diz Milton Pereira, diretor de
desenvolvimento humano da Serasa Experian.
“Essas pessoas são provavelmente as que estão em
posições de presidência, de chefia, de diretoria. Os
seus pais os ensinaram a chamar de senhor e
senhora, ou a pedir a bênção, a ter com os mais
velhos uma figura de autoridade”, afirma Eline.
Regime militar no Brasil. Segunda metade dos anos
60. Década de 70. O Brasil vivia censurado pela
Ditadura, mas um pouco depois, na década de 80,
eram jovens e assistiam às Diretas Já. É a geração
X.
Quem é da geração X conheceu a Aids e ficou com
medo dela, que levou Cazuza. Pintou a cara para
derrubar o presidente. Viu a tecnologia entrar de vez
em casa. Pagou com cruzeiro, cruzado, cruzado
novo.
“Teve um componente de ‘deixa eu trabalhar mais,
para ganhar mais dinheiro’. Ele é apegado a títulos,
apegado a cargos, gosta de deixar claro a posição
em que está, porque, para ele, é mérito de muito
esforço que ele teve”, diz Renato Trindade,
presidente da Bridge Research.
“Aqui na empresa mesmo, eu sou da geração X. É
uma geração que tem um pouco mais de resistência
à tecnologia, não tem esse afã, por exemplo, de
buscar inovação e estar sempre conectada à
inovação, e tem algumas resistências até na própria
forma de trabalhar”, explica Alessandro Lima, CEO
da E.Life.
A geração seguinte cresceu num país que já era uma
democracia e uma economia aberta. Nos anos 90, o
Brasil foi melhorando e sendo respeitado depois do
plano Real, e a internet abriu as portas do mundo
para a geração Y.
Prof. RoncalliMaranhão
Aplicação: Antropologia; Filosofia; Gestão e Desenvolvimento de Pessoas; OS&M; Arquitetura
Organizacional; Psicologia Organizacional; Psicologia do Desenvolvimento e da Aprendizagem.
Concordo com Fábio Turci (São Paulo, SP).
ResponderExcluirA tecnologia está avançando muito rápido e as pessoas estão nascendo muito também.
Os intervalos das gerações estão ficando muito próximos.
Já não conseguimos andar de carro na cidade direito, neste ritmo, não dará mais para andar nem de bicicleta...