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“Esse é um profissional mais voltado para ele, para o prazer. Ele não quer um trabalho sisudo, um trabalho fechado. Ele não quer um chefe que diga para ele somente o que ele deve fazer, ele quer participar”, diz Eline. “Ele quer uma evolução mais imediata, ele é impulsivo, impaciente, então ele quer subir na carreira, mesmo que seja de pequenos passos, ele quer subir frequentemente, constantemente e rapidamente”, afirma Trindade.
Exatamente como a parceira de negócios Rose Russowski. Em dois anos e meio de empresa, duas promoções. E pensa que ela está satisfeita? Após um ano na mesma posição, Rose diz: “Já é tempo suficiente, já conhece bastante, já tô bem acostumada, está na hora de outra vir”.
Roberta Rossatti, 28, é outra legítima mulher da geração Y. Inquieta até quando está num bom emprego. “Eu tenho a mania de olhar para fora, de
olhar para o mercado e saber o que as outras pessoas estão fazendo”, diz. É por isso que ela é fã de Ronaldo, o fenômeno. Com 17 anos, o jogador foi para a Europa. “O cara que larga tudo e vai atrás do sonho, enfim, foi para uma série de países, mas que teve um começo muito humilde”, completa.
Nem o pai dela, que é corintiano, admira tanto o Ronaldo. Na verdade, o aposentado Eliseu Rossatti é fã mesmo de um palmeirense. O goleiro Marcos já defendeu o Palmeiras em mais de 500 jogos, mais
Nem o pai dela, que é corintiano, admira tanto o Ronaldo. Na verdade, o aposentado Eliseu Rossatti é fã mesmo de um palmeirense. O goleiro Marcos já defendeu o Palmeiras em mais de 500 jogos, mais
ou menos como Eliseu, um “baby boomer” que teve só três empregos a vida inteira. No último, ficou 20 anos.
“Estabilidade é a coisa mais importante que tem. Eu vesti uma camisa. Então, quando você veste uma camisa, você vai lutar por ela. Meu sistema era esse, que a gente levantou essa companhia”, diz Eliseu. Já a filha está no terceiro emprego em dois anos.
Eliseu diz que se sentiria mal indo para a concorrência. “Mal? Eu fui para a concorrência três vezes! Eu sempre vou para a concorrência. Agora eu tô me sentindo mal”, responde Roberta, a filha.
Se as diferenças são tão evidentes dentro de casa, imagine então nas empresas, onde estão em jogo carreiras, estratégias, dinheiro. “Quando as três se encontram no mercado de trabalho, dá um nó danado, porque um não sabe que o outro tem um modelo mental diferente, tem uma cabeça diferente, porque teve uma história e uma educação diferente”, explica Eline.
Eliseu diz que se sentiria mal indo para a concorrência. “Mal? Eu fui para a concorrência três vezes! Eu sempre vou para a concorrência. Agora eu tô me sentindo mal”, responde Roberta, a filha.
Se as diferenças são tão evidentes dentro de casa, imagine então nas empresas, onde estão em jogo carreiras, estratégias, dinheiro. “Quando as três se encontram no mercado de trabalho, dá um nó danado, porque um não sabe que o outro tem um modelo mental diferente, tem uma cabeça diferente, porque teve uma história e uma educação diferente”, explica Eline.
Funcionários com valores diferentes geram conflitos em empresas
O profissional que valoriza a experiência, o Baby Boomer, muitas vezes enfrenta problemas com a geração Y, jovens de até 30 anos com ideias
novas e muita energia. Isso tudo pode deixar os mais velhos inseguros, principalmente a geração X, aquela que fica no meio das duas.
Fábio Turci - São Paulo-SP
Quem vê o gerente de marketing da Boehringer Ingelheim, Sérgio Pacheco, trabalhando, pensa em quê? “Para mim, é um menino ainda”, diz o consultor de vendas da Boehringer Ingelheim, Carmelo Locateli.
Mas o "menino" chegou pra ser o chefe. “E aí aquele choque, poxa vida, eu, 47 anos, ter um gestor com 29, 28, como é que é isso?”, questiona Carmelo. “Isso é um nó, quando um Y chefia até um Baby Boomer”, afirma a presidente do Grupo Foco, Eline Kullock.
Sérgio é da geração Y, aquela dos jovens com 30 anos, ou menos, que têm pressa pra conseguir reconhecimento e crescimento profissional e que
mudam de emprego com facilidade quando não estão satisfeitos. Carmelo faz parte dos "Baby Boomers", a geração de quem tem mais de 45 e
valoriza a experiência, o tempo de empresa.
“É claro que é mais complicado você ter um rapaz mais jovem, uma moça mais jovem te chefiando, você fica meio frustrado. Gente, lembre-se que o
Baby Boomer, o poder para ele é importante, o saber é tudo. Isso está na cabeça do mais velho, que tem certa dificuldade de aceitar”, fala Eline.
Quando existe conflito de gerações numa empresa, normalmente a geração Y está no meio. Esses caçulas do mercado de trabalho têm energia, desenvoltura, intimidade com a tecnologia. E isso tudo pode deixar os mais velhos inseguros, principalmente a geração X, aquela que fica no meio das outras duas. É a geração das pessoas com mais de 30 e menos de 45 anos, que viu os pais enfrentarem as crises da década de 80 e, por isso, trabalhou duro para ter segurança financeira.
Quando existe conflito de gerações numa empresa, normalmente a geração Y está no meio. Esses caçulas do mercado de trabalho têm energia, desenvoltura, intimidade com a tecnologia. E isso tudo pode deixar os mais velhos inseguros, principalmente a geração X, aquela que fica no meio das outras duas. É a geração das pessoas com mais de 30 e menos de 45 anos, que viu os pais enfrentarem as crises da década de 80 e, por isso, trabalhou duro para ter segurança financeira.
Alessandro Lima, presidente de uma empresa, já viu isso com funcionários dele. “A gente já observou casos na empresa de pessoas da geração X que não aceitavam que uma ideia melhor, uma inovação surgisse da geração Y”, conta. O próprio Alessandro é um X, geração que valoriza muito a carreira, mas que vê os tempos mudarem.
Prof. RoncalliMaranhão
Aplicação: Antropologia; Filosofia; Gestão e Desenvolvimento de Pessoas; OS&M; Arquitetura
Organizacional; Psicologia Organizacional; Psicologia do Desenvolvimento e da Aprendizagem.
Na minha opinião o texto é muito interssante pois ele reflete nos dias de hoje.
ResponderExcluirO homem está muito ligado com a tecnologia,e eu ainda acredito que o homem será dominado pela maquina e também qua aquela expressão "imagine se a vida fosse só apertar um botão" se tornará real.